
Desde os remotos a sociedade só aceitou aquilo que a convinha, ou melhor, o que era visto como bom e correto! Quaisquer que fossem as manifestações contrárias a esse modo, eram logo subjugados, difamados e até queimados.
Lembremos da Inquisição, da escravidão, dos homossexuais, os hippies, artesões.
Para quem é excluído da sociedade a única maneira que resta para manifestar sua capacidade é criar uma nova perspectiva e alicerçar-se em terras férteis e assim enraizar-se, ficando firme.
Você consegue viver com as diferenças? Aceita normalmente o que é dito como diferente?
Paremos a analisemos. Aqui encontrarás perguntas reflexivas, para analisar-lás e perceber onde estão os teus pontos fracos.
A idéia do viver diferente surgiu nos anos 60, no qual o que importava era a revolução em nome da liberdade. O homem que surgi a partir daí, deve está de acordo aos seus instintos, ou seja, buscar a liberdade do corpo e da alma.
Em 1961, o que parecia impossível aconteceu... O homem via pela primeira vez a Terá no espaço. Em 1969, ainda mais longe, o homem pisa na Lua.
Toda a idéia de vazio é quebrada e o que parecia um quadro enigmático, foi decifrado.
Começa então a corrida para esconder o real, para que fique crendo em tudo que antes foi imposto. Mas como o homem é um bicho curioso, não deixou de lado e foi em busca de novos horizontes.
Em diversos muros era visto frases do tipo: “Quando penso em revolução quero fazer amor” e “É proibido proibir”.
Surgi então jovens rebeldes, irresponsáveis, desajustados, mas que tinha grande potencial artístico e intelectual.
Para viver alternativamente basta libertar-se de pensamentos comuns e rótulos, vê que sua força é você, abrir a mente para novas fronteiras, deixar de lado idéias ultrapassadas e crê no agora.
Peguemos um artesão, que por motivos quaisquer achou no artesanato uma maneira de sustentabilidade não tão convencional, ou um hippie que acho na paz, na naureza uma maneira de tranqüilidade para viver a vida.
Na realidade, nem Raul Seixas sabia explicar direito o que era essa Sociedade Alternativa ou talvez fosse como ele dizia na música: "Eu que já vivi pelos quatro cantos do mundo, foi justamente num sonho que ele me falou!"
Tudo começou em 1971, quando Raul Seixas conheceu Paulo Coelho, hoje famoso autor de best-sellers no Brasil. Raul tomou a iniciativa de procurá-lo, ao ler um artigo sobre discos voadores numa revista alternativa que Paulo Coelho dirigia, chamada "A Pomba". Ainda em 1971, no mês de setembro fundaram a Sociedade Alternativa, que se originou a partir de divagações místico-filosóficas da dupla. Como base esses pensamentos, ganhou força entre os dois a obra de um dos maiores estudiosos do ocultismo do século XX, Aleister Crowley (escritor esotérico).
Raul Seixas não se preocupou em elaborar informações sobre a tal Sociedade Alternativa, isso só riria criar ainda mais regras, o que seria um contra-senso. Raul defendia a liberdade acima de tudo, onde cada um poderia fazer o que quiser. “Uma sociedade com dinheiro, documentos e regras não tem nada haver com sociedade Alternativa”, dizia Raul.
O Mercado Modelo, um dos pontos turísticos mais famosos de Salvador, foi o marco principal da nossa pesquisa. Consideramos o Mercado Modelo como um dos lugares mis alternativos da cidade, onde encontramos pessoas de todas as tribos e lugares do mundo. Vemos pessoas com histórias de vida belíssimas, trabalhadores orgulhosos do que fazem, artesãos com peças de uma imensa delicadeza e complexidade.
Lá conseguimos informações importantes para a pesquisa e para a gravação dos vídeos que usamos como material de apresentação.
Abaixo, tem conversas com amantes da arte do Mercado e da sociedade alternativa.
Acima o vídeo com a entrevista de Dona Auria, pessoa muito alegre, sempre aos risos. Gentilmente ela nos cedeu a entrevista. Dona Auria nos contou que trabalha com artesanato a bastante tempo. Trabalhou no Pelourinho, depois foi para o Mercado Modelo trabalhar num restaurante e agora está trabalhando com artesanato, ou melhor, com rendas.
Jumara é pedagoga e professora universitária, atendeu-nos com uma empolgação e parabenizou-nos pela inciativa de está mostrando o que passa pelos lugares alternativos e acima de tudo de mostrar nossa cultura.
Jorge Kamallan é pintor e dono de um ateliê dentro do Mercado, pessoa bastante simples, nos atendeu com disposição, mesmo com o ateliê movimentado.
E você o que pensa das pessoas ditas como diferentes?
Espero que tenham gostado do artigo e das entrevistas, apesar da resolução dos filmes não está tão bom, tivemos problemas com a câmera então decidimos gravar com a câmera do celular mesmo.
Até mais.
Comentem!!!



